
Enquanto és beleza e palavras de esplendor
Uma espiral sem fim, perdida pelo universo,
Eu sou apenas o silêncio amargo, feito dor
E deixo minhas palavras mudas neste verso…
Também somente me entrego à Natureza
Porque nela encontro um todo de liberdade
Porque em cada flor que brota só há pureza,
Aquela que procuro: chamam-na de verdade.
Também a Fé foi sopro que por mim passou
Deixando a dúvida do que não fui e do que sou
Deixando plantada no meu peito toda esta dor…
E hoje sou apenas ódio, raiva e a degradação,
Que me mortifica e desalenta, sem compaixão
Deixando-me sem forças para lutar pelo amor…
12.05.06